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Colonização

A África do Sul tem uma história conturbada, que vale a pena conhecer.

colonizaçao.jpgDescoberto por navegadores portugueses no século XV, o território que constitui atualmente a África do Sul sofreu diversas influências, já que, no final do século XVI, o Cabo da Boa Esperança passou a funcionar como posto de reabastecimento para ingleses e holandeses na rota de comércio com a Ásia. Isso resultou em sua espantosa heterogeneidade populacional, cujos principais elementos são: 1.) Bosquímanos, em vias de extinção; 2.) Bantos, que abrangem as tribos Zulu, Xhosa, N'debele, Pedi e Basotho; 3.) Afrikaners (descendentes de holandeses e alemães) e descendentes de ingleses; 4.) Colored (mestiços); 5.) Malaios e indianos, trazidos para o país em 1.860 para a cultura dos canaviais na Província de Natal. Por esse mesmo motivo, há nada menos do que onze idiomas oficiais, sendo o afrikaans e o inglês os principais.

Á África do Sul se tornou uma parada popular para as navegações européias, após Vasco da Gama abrir o Cabo da Boa Esperança como rota em 1498. Por volta do século 17, a pirataria e roubos de cargas nos mares obrigaram as navegações alemãs a optar pela rota e comercialização de mercadorias em Table Bay, hoje conhecida como a Cidade do Cabo.

Os holandeses rumaram lentamente para o norte, dizimando os Khoisan com violência e doenças. Por volta do fim do século 18 o poder dos holandeses começa a desvanecer, e a Grã Bretanha mudou-se para uma outra parte da África. Era esperado que os invasores britânicos habitassem uma zona a região pastoral dos Boers e a região dos Xhosa, mas a maioria das famílias britânicas recuou à cidade, realçando a divisão entre o rural-urbano, que é evidente na África Sul mesmo hoje. Embora a escravidão tenha sido abolida em 1833, a divisão de trabalho na base da cor serviu tão bem aos brancos, que dificultou qualquer tentativa de mudança.

Para conhecer mais sobre a história e as atualidades da África do Sul, consulte:

http://www.africadosulemb.org.br/.

A Revolta

Saiba mais sobre a revolta dos negros com a invasão dos brancos

A revolta na África do Sul negra não foi gerada somente por causa dos invasores brancos. O difaqane ('migração forçada' em Sotho) ou o mfeqane ('extermínio' em Zulu) era momentos de grande revolta e de sofrimento imenso, uma campanha de terror planejada pelo chefe Zulu, Shaka. Esta onda de divisões e rompimento através de África do Sul deixou algumas tribos destruídas, outras escravizadas, e as mais afortunadas fugiram. Neste caos, os Boers decepcionados, saíram de seu caminho, desobedecendo as ordens britânicas, em busca de liberdade. A maioria dos pastos que os Boers encontravam estavam desertos ou habitados por refugiados traumatizados.

Os Zulus, entretanto, não eram ingênuos. Impuseram uma resistência forte e sangrenta aos Boers, antes mesmo de ceder ao poder de fogo. As repúblicas de Boer escaparam para o interior, e foram anexadas uma por uma pela Grã Bretanha em uma discussão caótica de tratados, diplomacia e violência através do século 19. Quando a Union Jack parecia estar indo do Cairo ao Cabo, diamantes foram descobertos em Kimberley, e a resistência holandesa tornou-se, de repente, mais forte

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